Há dias vi um documentário sobre a Frida Kahlo no Canal História.
Frida Kahlo era mexicana e nasceu em 1907, desde cedo sofreu de diversos traumas físicos. Aos 6 anos sofreu de poliomielite, uma paralisia infantil, ficando com marcas na perna direita e no pé esquerdo. Aos 18 anos teve um acidente quando viajava de autocarro e este embateu num eléctrico, sofreu graves ferimentos na coluna vertebral e a sua vida esteve em risco. Esteve hospitalizada por diversos meses e foi nesta altura que começou a pintar.
Frida Kahlo pintou cerca de 80 autoretratos, e dizia:
Retrato-me a mim mesma porque passo muito tempo sozinha e porque sou o motivo que melhor conheço.
Um Crítico que foi à sua primeira exposição disse:
It is impossible to separate the life and work of this extraordinary person. Her paintings are her biography.’
Frida Kahlo é considerada uma pintora Surrealista/Simbolista, devido à intensidade de expressão dos seus sentimentos e sonhos, nos seus quadros.
Frida Kahlo casou-se com Diego Rivera, um famoso pintor mural mexicano, que disse que Frida era:
a primeira mulher na história da arte a tratar, com absoluta e descomprometida honestidade, podíamos até dizer com uma crueldade indiferente, aqueles temas gerais e específicos que apenas dizem respeito às mulheres
Frida Kahlo queria muito ter filhos, mas nunca consegui levar nenhuma gravidez até ao fim, tornando-se por isso obsessiva em relação à gravidez e ao aborto, tendo pintado inúmeros quadros sobre estes temas, desenvolvendo uma linguagem visual muito própria com raízes na ligação do povo mexicano com a morte, nas esculturas pré-colombianas e na iconografia cristã.
Em 1950, Frida Kahlo volta a estar hospitalizada e operada, no entanto continua a pintar como forma de exteriorizar toda a dor que sentia.
O México dedicou-lhe o Museu Frida Kahlo, construído na casa em que a pintora cresceu, a “casa azul”.
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Self-Portrait, 1940, Oil on canvas, Harry Ransom Humanities Research Center, Austin |


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