No segundo Seminário (pdf) continuámos a falar do Impressionismo.
Para perceber melhor este movimento comparámos dois quadros:
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No quadro de Monet é difícil identificar com nitidez os objectos (nenúfares, arbustos, lago, céu), existe infedilidade à realidade, são utilizadas cores puras, o quadro foi pintado no exterior, utilizou-se pinceladas breves e justapostas, o quadro corresponde à captação de um momento/instante único.
No quadro de Corot existe nitidez, as cores utilizadas foram compostas pelo artista, o quadro foi pintado em atelier e o pintor demorou aons a pintar o mesmo quadro.
Embora o quadro de Corot tenha sido pintado na altura em que surgiu o Impressionismo, este é muito diferente dos que eram pintados pelos impressionistas, pois pertence ao movimento do século XIX chamado Realismo Oitocentista.
A partir do século XX deixa de ser importante a noção de perspectiva.
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Piero della Francesca desenvolveu ao máximo a perspectiva nos seus quadros, como é possível observar em The Flagellation, sendo o responsável pela introdução da perspectiva na história da arte.
Já Matisse no quadro Dance, são utilizadas apenas três cores (verde, azul e vermelho) e a perspectivaé dada pela conjugação das cores.
Este quadro foi bastante criticado, pois as mulheres eram feias (contrariamente ao ideal de beleza feminina) e estavam em desiquilíbrio. A esta crítica Matisse respondeu:
“Eu não pinto mulheres, pinto quadros.”
Antes do século XX os quadros estavam ligados ao que representam (local, objecto, mensagem,…), após o século XX o quadro adquire total autonomia.
Também Magritte com o quadro “Ceci n’est pas une pipe” evidenciou que um quadro é uma representação do objecto e não o objecto real.
Voltando ao Impressionismo, para além de Monet, Cézanne também foi muito importante. Como Cézanne vivia perto do Mont de Saint Victoire, muitos dos seus quadros são a representação do Monte, como por exemplo:
Mont Sainte-Victoire Seen from the Bibemus Quarry (Le Mont Sainte-Victoire vu de la carriere Bibemus), Cézanne, Detail c. 1897, Oil on canvas 64.8 X 81.3 cm, The Baltimore Museum of Art.
O pintor impressionista pinta a realidade como a vê e sente, assim a sua personalidade e sensibilidade fazem parte do quadro.
A utilização de pequenas pinceladas para transmitir vibração ao quadro foi uma técnica criada pelos impressionistas, tendo sido leva ao extremo por Seurat que pintava apenas pequenos pontos - Pontilhismo. A síntese das cores é então realizada pelos olhos.

O artista impressionista é descontraído, pinta cenas familiares e paisagens. Posteriormente ao Impressionismo surgiu o Simbolismo, em que o pintor utiliza as mesmas técnicas que os impressionistas, mas introduz no quadro o seu estado de espírito, preocupações, problemas, etc.
Gauguin devido aos seus quadros não serem aceites pela crítica, refugiou-se no Taithi, e lá pintou inúmeros quadros.

Museum of Fine Arts, Boston
Neste quadro Gauguin existe uma perfeita integração entre a natureza e as figuras humanas. Existe uma reflexão sobre a existência, o sentido da vida, a origem e o destino. A infância, juventude e velhice estão representadas da direita para a esquerda.
Van Gogh, um pintor holandês também simbolista, transmitiu muita emoção nos seus quadros.
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Cypresses, 1889, Oil on canvas, 93.3 x 74.0 cm, The Metropolitan Museum of Art, New York
Este quadro é dramático, transmite o estado de espírito do artista, de angústia e preocupação. |
| Skrik, Edvard Munch, 1893, Casein/waxed crayon and tempera on paper (cardboard), 91 x 73.5 cm, Nasjonalgalleriet, Oslo
Neste quadro é visível a sensação de angústia, o rosto é feio e transmite ansiedade, incerteza, medo e horror. |
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Todos estes movimentos não têm ordem cronológica, a sua sequência é de raciocínio.
Na Alemanha surgiu também um movimento, o Expressionismo. O artista expressionista é mais ambicioso que o os anteriores, ele quer intervir na sociedade, dar a sua opinião, fazer uma crítica.
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Berliner Straßenszene, 1913, Kirchner, Brüke Museum, Berlin
Kirchner pintou diversos quadros com cenas das ruas de Berlim, fazendo uma crítica ao snobismo da sociedade da altura. |
Oscar Kokoschka, austríaco, pintou a realidade de forma fugaz e rápida. Os seus quadros são alusivos aos ambientes portuários, sindicaliestas, fabris, industriais, fazendo assim uma crítica aos problemas da revolução industrial.
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The Violinist, Chagall, 1911
Chagall, de nacionalidade russa, viajou para Paris e apercebendo-se da completa revolução na arte, mudou a sua forma de pintar. Este quadro evoca a sua terra natal, Vitebsk, e mostra miséria e prostituição (personagens o fundo). Verifica-se também a ausência de perspectiva. |
Cada movimento ou artista que existe acrescenta algo, há sempre contínuidade por mais roturas que existam.









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